18.8.08

Confusões mentais de um QI elevado

A Revista Época publicou nesta semana, a entrevista com Richard Lynn, pesquisador britânico que dedicou mais de meio século à análise da inteligência humana, com quatro best-sellers publicados e um dos maiores especialistas no assunto. Dentre o assunto estudado, quase sempre polêmicos, estão:

- os homens são mais inteligentes;
- os orientais são os mais inteligentes do planeta;
- e a mais atual que indica uma relação entre Q.I. alto e ateísmo, concluído após analisar mais de 500 estudos. “Em cerca de 60% dos 137 países avaliados, os mais crentes são os de Q.I. menor”, disse. Seu trabalho será publicado em outubro na revista científica Intelligence.

Ao ler a entrevista, ele próprio se contradiz ao ser perguntado pelo jornalista:


ÉPOCA Por que o senhor diz que pessoas inteligentes não acreditam em Deus?

Richard Lynn – Os mais inteligentes são mais propensos a questionar dogmas religiosos. Em geral, o nível de educação também é maior entre as pessoas de Q.I. maior (um Q.I. médio varia de 91 a 110). Se a pessoa é mais educada, ela tem acesso a teorias alternativas de criação do mundo. Por isso, entendo que um Q.I. alto levará à falta de religiosidade. O estudo que será publicado reuniu dados de diversas pesquisas científicas. E posso afirmar que é o mais completo sobre o assunto.

ÉPOCA Cuba é um país mais ateu que os Estados Unidos, mas o nível de Q.I. não é tão alto.

Lynn – Você tem razão. É outra exceção. Pela porcentagem de ateus (40%), o Q.I. (85) dos cubanos deveria ser mais alto que o dos americanos. Mas há também aí um fenômeno não natural que interferiu no resultado. Lá, o comunismo forçou a população a se converter. Houve uma propaganda forte contra a crença religiosa. Não se chegou ao ateísmo pela inteligência. A população cubana não se tornou atéia porque passou a questionar a religião. Foi uma imposição do sistema de governo.

ÉPOCA O senhor chegou a alguma conclusão sobre a inteligência das raças?

Lynn – Sim. Os asiáticos são os mais inteligentes. Chineses, japoneses e coreanos têm o Q.I. mais alto (105) da humanidade. E isso acontece onde quer que esses indivíduos estejam, seja no Brasil, nos Estados Unidos, na Europa ou em seu país de origem. Em seguida, vêm europeus (100) e nas últimas posições estão os aborígenes australianos (62) e os pigmeus do Congo (54).




E aí questiono com os companheiros Tico eTeco que se escondem em alguma parte do meu cérebro, não seriam os asiáticos considerados dentre todos os povos os mais espiritualistas? Fiquei confusa com as palavras do Sr.QI elevado Lynn...honestamente...


"Na verdade, não sei".

ÉPOCA Se fosse assim, seria mais fácil encontrar um gênio entre os japoneses ateus, não?

Lynn – Não. Os asiáticos têm Q.I. alto, mas são um grupo mais homogêneo. Há menos extremos positivos e negativos. Eu não diria que é mais fácil nem mais difícil. Na verdade, não sei. Os gênios aparecem em todos os povos, em todos os países, mas é difícil medi-los. E não é porque se é religioso que se é menos inteligente. Mas há uma tendência de encontrar Q.I. mais alto em pessoas não-religiosas. Em minha opinião, isso acontece porque a inteligência aprimorada leva ao questionamento da religião*.

* Grifo meu



E quem nunca questionou a ciência em si? A ciência se encontra acima de tudo e todos? Não passível aos questionamentos? A questão aqui, então, é o fato de questionar. Porque os inteligentes questionam. Ele termina com a opinião dele, mas e daí? Também tenho a minha.

Concordo quando diz que uma inteligência aprimorada leva ao questionamento da religião. E esta também precisa ser pasível de questionamento. E pelo pouco que sei a 'Fé' foge ao conceito de QI.

Para mim, não passa mais de uma pesquisa preconceituosa como a mente de tantos intelectuais que há por aí. E preconceito, seja em que área for, em minha forma de pensar, deveria ser o primeiro tópico a ser medido em testes de quociente de inteligência.

Boa semana a todos,

Chris

3 comentários:

dilissia disse...

Isso significa que vc não entendeu nada, deve ser por isso que o seu site se chama De ponta cabeça, sua ANTA.

bjokas

Chris Rodrigues disse...

Ao Sr. ou Sra. Dilissia

Quanta delicadeza e educação numa primeira abordagem!

Confesso que fiquei espantada com o nível de agressividade no comentário do Sr. ou Sra. logo numa postagem sobre QI.

Enfim, o mundo está cheio de gente assim, arrogante e que se acha superior as demais pessoas, além de não saber debater, porque se soubesse, teria deixado algum tipo de contato, mas preferiu um ataque anônimo.

Porque, na minha crítica sobre QI, eu deixei meus contatos e, creio eu, ser o que nos torna diferentes dos animais (ANTAS e etc...)e com um mínimo de inteligência: a capacidade de discordar e debater ideias.

Atenciosamente,
Christiani Rodrigues

Geografia Geografia disse...

Bem, se ele fosse um cientista falando coisas politicamente corretas a respeito de assuntos como gênero, raça e religião, certamente a senhorita não iria ficar tão irritada assim com o sr. Lynn. Mas o fato é que seus estudos acabam frustrando todo o dogmatismo igualitarista que a ciência construiu à partir do pós-guerra, Lynn não tem papas na língua e mostra que em geral, mesmo controlando fatores socioambientais, ainda assim, ateus são mais inteligentes que teístas, homens são mais inteligentes que mulheres, e asiáticos e judeus asquenazi são mais inteligentes que brancos caucasianos, que por sua vez são mais inteligentes que os negros. E não é só ele que pensa assim, inúmeros psicólogos sabem disso, mas por razões óbvias não vão dizer. As vezes cabe a um cientista falar coisas das quais a sociedade não quer ouvir e acreditar que são verdades incômodas, foi assim com Galileu Galilei, com Kepler entre muitos outros.